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Quem me conhece um pouquinho mais do que superficialmente sabe que eu não sou a melhor pessoa para comentar sobre filmes de terror. Já foi um gênero que dei mais atenção, mas hoje eu simplesmente passo longe (pelo menos quase sempre). Porém, nesse Halloween decidi que iria celebrar de alguma forma e qual a melhor maneira se não maratonando alguns filmes temáticos?

Não foi o bastante para mim, resolvi fazer uma seleção bem diferente de filmes, já que não sou o maior entusiasta de terror. Nesta lista você vai encontrar filmes clássicos em preto e branco, comédia trash, filmes que tentaram se levar muito a sério e filmes que, definitivamente, não se levaram a sério. Seja bem vindo ou bem vinda ao maravilhoso mundo da seleção sem muitos critérios: 

 

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A Morte Lhe Cai Bem (Death Becomes Her, 1992) 

“Como eu nunca vi esse filme antes?” Eu devo ter dito esta frase para mim mesmo pelo menos umas cinco vezes durante o filme e outras cinco vezes depois de ter assistido. Se você nunca viu, eu tenho apenas uma palavra para te convencer: Meryl Streep! E se ela somente não te convencer: Meryl Streep e Bruce Willis! Juntos! Sério, que combinação. O filme definitivamente não se leva a sério e isso só o torna ainda mais incrível, obviamente. A história de uma mulher que não aceita envelhecer e ainda por cima nutre uma rivalidade antiga com uma amiga traz nuances muito interessantes sobre as interações femininas com um final muito recheado de lição de moral. 

Aqui temos um filme que acerta seja na sátira ao culto da beleza ou até mesmo no humor ácido e terror gótico. Uma pena que muitos não entenderam na época recebendo críticas como “grotesco” ou uma produção “lamentável”. O famoso à frente do seu tempo, não é mesmo? 

Nota: 4,5/5

O Que Fazemos Nas Sombras  (What We Do In The Shadows, 2014)

Aclamadíssimo e com toda a razão. Precisamos reconhecer que fazer um pseudodocumentário (mockumentary) não é uma tarefa fácil. Pelo menos não uma obra realmente boa. Taika Waititi rouba o filme para si, isso é algo inegável (esse comentário pode ou não estar completamente infectado pela minha paixão avassaladora pelo mesmo). Um grupo de vampiros dividindo um apartamento, sério, o quão genial é esta premissa? 

Para os que já são acostumados com o gênero, não é nenhuma novidade o jogo de câmera, as falas e como todos estes elementos são bem costurados em uma narrativa comum de filme onde temos a introdução, o clímax com o confronto e toda a resolução final, mas eu realmente fui surpreendido em como tudo foi bem dosado. Talvez apenas o final tenha sido acelerado demais, mas nem mesmo isso é capaz de tirar o mérito da obra. 

Nota: 4/5

Este Mundo é um Hospício Arsenic and Old Lace by Nick Capra, 1944)

Como dizem: “o primeiro filme cult clássico a gente não esquece”. Na verdade estou obcecado por tudo neste filme! A vontade que me dá é de criar toda uma personalidade baseada nesta obra prima. A história se passa em um Halloween no Brooklyn e nosso protagonista, Mortimer Brewster, acaba de se casar com Elaine e então visita suas tias que andam com um projetinho pra lá de sinistro: as duas senhoras simplesmente MATAM homens solitários como uma espécie de favor à suas almas tristes. Como se já não bastasse esta loucura, vamos percebendo que todos os membros da família não batem nada bem e Mortimer começa a achar que será o próximo a seguir a linhagem da família. 

A atuação de Cary Grant é sem dúvida alguma a minha parte favorita de todo o filme, apesar do mesmo ter dito em várias entrevistas que odiou a sua performance e considerava ser um dos seus filmes menos favoritos (poxa, Grantinho!), a atuação exagerada do ator é um contraste incrível com todo resto do elenco que é mais sério e comprometido ao “tom” da obra. Passo mal só de lembrar das caras e bocas de Mortimer nessa história, sinceramente TUDO! Perfeito em tudo que se propõe. 

Nota: 5/5 

O Retrato de Dorian Gray  (Dorian Gray, 2009)

Podemos facilmente notar um padrão nas escolhas anteriores, mas a partir desse já vamos para um linha mais “realmente tentou se levar a sério” o que é totalmente o caso do “Retrato de Dorian Gray”. Sendo bem honesto, quase que ele não entra na lista, mas por alguma razão acabei dando uma chance e, sinceramente, gostei mais do que esperava. Pelas críticas e comentários de amigos, achei que seria uma heresia à obra de Oscar Wilde (que li quando estava ainda na escola). 

A atuação de Ben Barnes como nosso Dorian aqui é algo bem vanilla, algo bem qualquer coisa para ser honesto, mas o filme como um todo consegue passar uma vibe “macabra” sem pesar ou ser muito grotesca. 

Nota: 3,5/5

Hereditário (Hereditary, 2018)

O que deveria ser o ponto alto da maratona, justamente por ser o filme que mais tentou se levar a sério e passar a ideia de terror psicológico, na verdade me decepcionou. Veja bem, eu não estou dizendo que não fiquei com medo ou que não dei alguns pulinhos com os jump scares tão planejados e comuns nos filmes de terror, mas isso também não é nenhum mérito do filme porque como você deve lembrar, eu disse lá em cima que tenho medo de qualquer coisa e não gosto muito de terror (ou de levar susto de uma forma geral mesmo). 

A sensação que me causou no final do filme foi de muita promessa, sem realmente ter sido tudo entregue. A atuação de Alex Wolff é um dos pontos mais fracos e, em contrapartida, a de Toni Collette é um verdadeiro presente.

Nota: 3/5 

Se existe algo que posso tirar de aprendizado depois dessa maratona tão diferente para mim, é que preciso me aventurar mais no universo dos filmes de terror (sejam eles terror mesmo ou algo mais numa vibe slasher) e uma nota sobre os filmes clássicos: adicionar urgentemente todos os filmes de Frank Capra na lista de filmes para assistir. 

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