Shazam

Se você está esperando por uma resenha de um fã ou de alguém que conheça bem o personagem, você está na resenha errada (quem sabe outra pessoa do blog escreva a versão “SHAZAM! por um fã”). Quando recebi o convite para ver a primeira sessão de ‘Shazam’ no Brasil, confesso que fui mais por impulso por ser uma sessão de cinema de graça (nos dias de hoje, vocês sabem como o cinema está caro), do que por animação para ver o filme.

O longa conta a história de Billy Batson (interpretado por Asher Angel), um menino de 14 anos que ganha de um mago poderes para defender o mundo dos 7 pecados, que conseguiram sair de um longo exílio graças ao Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong). Os poderes só são revelados ao garoto quando ele diz o nome do mago, então sempre que ele fala a palavra Shazam, ele se transforma em um homem adulto super poderoso (Zachary Levi).

Às vezes, ir sem saber coisa alguma de uma produção pode ser interessante, pois a surpresa será ainda maior. Porém, esse tal choque pode ser para os dois lados, bom ou ruim. No meu caso, foi mais para o lado ruim, pois se tem uma coisa que eu acho chata é filme com excesso de alívio cômico.

Minha forma de denominar o filme? Um Deadpool para menores de 18 anos (ou para assistir com a família, se é que isso faz sentido). Mas parece que essa fórmula é realmente certeira e o diretor David F. Sandberg (Annabelle 2: A Criação do Mal – 2017) soube reproduzi-la bem. Dentro da sala maravilhosa de cinema escutei palmas, muitas risadas e pessoas falando que esse foi um dos melhores filmes que elas já tinham assistido.

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Ainda que minha aceitação sobre o filme não seja boa, essa é a perspectiva pessoal que possuo com a questão do humor inserido em filmes de ação, drama ou suspense. Contudo, a obra possui diversas qualidades técnicas. A trilha sonora, por exemplo, é realmente interessante. Vai de Ramones a Kendrick Lamar e os efeitos estão dentro do que a DC tem entregue até o momento em suas outras produções. A escolha do elenco mirim é outra qualidade, pois a interpretação consegue entregar identificação para os espectadores, ou seja, você consegue se relacionar com as características dos personagens.

O vilão é o que mais deixou a desejar (e normalmente são os personagens que eu mais gosto). Ele foi construído dentro de muita simplicidade e não tem aprofundamento, muito menos uma história que justifique a conduta dele ser tão afetada.

‘Shazam!’ estreia na próxima semana, dia 4 de abril, e se você gosta desse tipo de filme, pode ter certeza que vai adorá-lo.

 

Curiosidades

 

Enquanto ainda estava em desenvolvimento, o nome do filme tinha sido colocado como ‘Billy Batson & a Lenda de Shazam’ (ainda bem que mudaram).

O diretor Sam Raimi (Arraste-me Para O Inferno – 2009) disse que tinha interesse em dirigir esse filme. É engraçado, pois tanto Sandberg quanto Raimi são mais conhecidos por suas produções do gênero terror e suspense.

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