Design sem nome 8 1 - Crítica: Pantera Negra - O melhor filme da Marvel

Quando você já é fã dos filmes da Marvel, sempre espera algo extremamente grandioso vindo. E, por mais que você possa parecer “acostumado” com os nossos super-heróis e a forma como cada um é trabalhado nos filmes solos (você consegue perceber os padrões e as peculiaridades que cada herói precisa destacar em seus filmes, como a forma descontraída de Guardiões da Galáxia, ou até mesmo o tom mais sério e mais “super heroico” dos filmes do Capitão América e por ai vai), mas a vinda do primeiro filme do Pantera Negra – introduzido aos poucos ao universo Marvel sabiamente – já nos mostrou que veio com tudo na sua primeira aparição, lá no filme Capitão América: Guerra Civil.

Pantera Negra começa após a morte do rei T’Chaka (John Kani) no atentado ocorrido no filme do Capitão América: Guerra Civil, quando nos foi apresentado o super herói pela primeira vez. Com a morte do rei, o príncipe T’Challa precisa retornar a Wakanda para sua cerimônia de coroação. Nessa coroação, onde é feita a reunião das cinco tribos que juntas compõe o reino de Wakanda, precisam estar de comum acordo com o novo rei e, caso não esteja, é feito um desafio onde o vencedor fica com o trono. Embora todos tenham suas particularidades, sempre viveram em harmonia, exceto a tribo dos Jabari, que sempre ficaram excluídos e não apoiam o atual governo. Essa cena em especial, nos mostra o primeiro desafio de T’Challa, pois precisará ser forte para comandar um reino inteiro e ainda mais forte para vestir o manto do Pantera Negra e proteger toda Wakanda.

Pantera Negra

Pois bem, depois de tudo isso, a gente conhece mais o reino e também o motivo de tanta proteção: o Vibranium. O Vibranium é um metal extremamente poderoso (senão o mais poderoso) existente no planeta e, é apenas encontrado nos solos de Wakanda. E esse metal é o responsável pelo desenvolvimento tecnológico avassalador no reino, tendo como responsável por toda essa área tecnológica a irmã de T’Challa, Shuri (que vou falar mais sobre ela depois). Por causa do vibranium, Wakanda precisa viver escondida do resto do mundo, pois sabe que o descobrimento de todo esse avanço tecnológico resultaria em guerras pelo poder do uso do metal. Isso nos é mostrado com o personagem de Ulysses Klaue, que roubou um pouco do vibranium há algum tempo de Wakanda e deixou todos revoltados, cabendo agora ao atual responsável pelo reino – e também pelo manto do Pantera Negra – T’Challa, ir atrás dele para ser julgado.

Pantera Negra

Além de tudo isso, Pantera Negra nos mostra algumas outras vertentes interessantes. Ao mesmo tempo em que praticamente todo o reino enxerga a necessidade de continuar protegendo Wakanda do resto do mundo, Nakia (interpretada pela linda e maravilhosa Lupita Nyong’o) já defende um outro lado da moeda que é exatamente o inverso disso. Já que todo o restante do planeta – desprovido de tais tecnologias – sobre muito com tanta doença, falta de oportunidades e de um futuro com uma tecnologia escassa e fraca, em comparação com a deles – ela vê a necessidade do compartilhamento de tais avanços com o mundo. Vale aqui mencionar que Nakia também foi namorada de T’Challa e poderia ser a rainha de Wakanda… Mas que por esses ideais acaba deixando de lado em prol dos menos favorecidos ao redor do mundo, como espiã. Por isso acabou “abandonando” tudo.

Pantera Negra

Pantera Negra conseguiu me prender totalmente, tanto com seu enredo totalmente “humano”, quanto com o elenco. No enredo, vemos muito a importância do super herói Pantera Negra, mas vemos ainda mais a importância de T’Challa como rei. Enquanto temos os nossos vingadores vestindo seus mantos combatendo os vilões galáticos, Pantera Negra, ao meu ver, consegue ser mais que isso, ele é antes de tudo, o protetor de uma nação, algo mais “palpável” e mais “humano”, de certa maneira. Esse personagem têm exatamente essas duas vertentes: ser o super herói naquele traje maravilhoso de Pantera e ser também o representante de toda Wakanda, dividida de certa forma entre continuar sendo escondida e ver o resto do mundo sofrer com tanta desigualdade e com tanto problema, ou acabar dividindo o que tem com o resto do mundo.

Pantera Negra

Além do Pantera, temos muito empoderamento feminino no filme, temos Shuri – que é uma monstra da tecnologia e de temperamento forte, toda uma guarda feminina liderada por Michonne Okoye que é uma mulher forte, segura e que se coloca inteiramente a serviço do que é melhor para a nação – e para ela mesma. Vale colocar aqui que todas as mulheres do filme são empoderadas – TODAS – e se eu fosse colocar tudo o que eu achei sobre isso, o post ficaria ainda maior, rs. A trilha sonora está SENSACIONAL, bem caracterizada com o propósito e com o contexto do filme, e nem preciso falar dos efeitos especiais do filme (muitos sentiram até uma nostalgia em algumas partes relembrando o filme “O Rei Leão”) que é uma coisa fora do comum. Outra coisa, embora o 3D tenha sido bem bom, não senti muita diferença.

Pantera Negra

Não preciso comentar que têm cenas pós-créditos (duas) e que, agora depois de conhecermos mais o Pantera Negra, só fiquei mais curiosa (e ansiosa) para assistir a primeira parte de Guerra Infinita e como nossos Vingadores enfrentarão Thanos.

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