Review: The OA

Assim que o Erick me indicou essa série, tive que parar o que estava fazendo para assistir. Me assustei quando eu vi que o primeiro episódio tinha mais de 60 minutos de duração, mas continuei porque a propaganda que ele fez foi tão boa que eu não pude simplesmente “deixar para outra hora”. Fiquei tão viciada na série que devorei ela em uma noite inteira e metade da noite seguinte, mas “The OA” foi um tipo de paixão diferente porque é uma série que você assiste o episódio e, às vezes, dá o play automático no próximo episódio sem perceber e, quando você vai ver, já assistiu uns 3 episódios. Como é uma série que muita gente só viu agora (ela foi liberada a primeira temporada no final de dezembro) e muitas pessoas ainda não a conhecem, resolvi contar um pouco do que eu achei dessa série incrível, que eu provavelmente não daria nada, mas tive a sorte de poder ter alguém a indicando.
Para quem viu meu post de “Séries que quero começar em 2017” viu que The OA estava na primeira indicação, isso porque eu escrevi aquele post assistindo alguns episódios e, quando programei, vi que iria terminar antes pois já estava no penúltimo episódio então deixei lá a observação rs. 
Agora falando um pouco sobre a série, The OA mostra a história de Prairie Johnson, que é uma garotinha cega que desaparece e que retorna para sua família sete anos depois com a visão extremamente perfeita. Quando ela volta, Prairie é considerada “um milagre” na cidade porém, o que aconteceu nesses 7 anos é um mistério que todos querem saber e que ela se recusa a contar para as pessoas e para a família. Nos sete anos que Prairie fica desaparecida, ela é feita como “cobaia” em um experimento feito por um médico que acredita – e quer provar – na experiência quase-morte (que a morte na verdade não é um fim) e é nesse cativeiro que ela fica mantida com mais algumas pessoas que ela descobre sua missão, seu propósito, e consequentemente, o que precisa ser feito para eles serem libertados daquele lugar.
A série têm somente 8 episódios mas todos eles acontecem de maneira intensa, principalmente por ter mais de uma hora de duração cada um. O primeiro ponto que me impressionou bastante na série foi a parte visual, é simplesmente impressionante. Como o assunto não é um assunto fácil de se tratar, principalmente pelo fato de ser a Prairie narrando os acontecimentos de seus sete anos presa para outras pessoas que nos deixa com aqueles questionamentos de “será mesmo que foi tudo real?” e, ainda contando um pouco sobre o tema da série, The OA aborda um assunto muito diferente para uma série, que é a relação VIDA x MORTE. Como tudo é mostrado na visão da Prairie, é muito chocante ver a intensidade da personagem quando ela conta sobre sua história, principalmente no cativeiro. Por mais que ela estivesse presa ali, sem saber se conseguiria de fato sair um dia, ela meio que é feliz por ter encontrado aquelas pessoas que estão presas e que acabam a ajudando depois de um certo tempo. Quando ela volta para cidade, ela tenta encontrar um meio de libertar os amigos que ficaram presos no cativeiro e para isso, ela consegue a ajuda de algumas pessoas que, de certa forma, foram escolhidos.
The OA não é uma série fácil, ela é um pouco complexa e quando chega ao fim, você começa a questionar e começa a montar teorias. Lógico que não é uma série perfeita, têm umas partes que chega cansar sim, mas num total, já a considero como uma das melhores séries que eu assisti em 2017. O final é muito intenso e me deixou um gosto de “porque acabou logo agora!?” na boca, o que é horrível já que terei que esperar pela segunda temporada, mas é bom porque foi um final coerente e inesperado.
Se você viu passando essa série no seu catálogo na Netflix e não marcou na sua lista, faça isso. Todos merecem dar uma chance a essa série incrível, Ela não teve uma grande divulgação e chegou de maneira tímida, mas é aquela série que todos precisam pelo menos tentar assistir. Super recomendo e se você também já assistiu, deixa aqui nos comentários para gente conversar um pouco sobre ela, ainda estou perplexa e tentando resolver os mistérios e os enigmas que ela deixou para gente.
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