Design sem nome 42 - Jogador Nº 1 - Ernest Cline
Como toda distopia, Jogador Nº 1 se passa em um futuro nada agradável,  dessa vez o mundo está passando por uma escassez de recursos naturais e por conta disso tomado por crises de energia, consequentemente grande parte da população vive em meio a pobreza e miséria. O único refúgio que as pessoas passaram a ter para fugir dessa terrível realidade é o game de realidade virtual Oasis, criado pelo incrível designer de jogos James Hallydey. No Oasis as pessoas usam seus avatares para trabalhar, estudar, interagir com outras pessoas e é claro jogar.
James Halliday, foi o típico nerd dos anos 80 e se tornou um grande fanático por essa época, ele acaba morrendo e por não ter nenhum herdeiro cria uma missão: Ele escondeu um Easter Egg dentro do vasto jogo e o primeiro jogador que conseguir desvendar todas as pistas e encontrar o tal Easter Egg ficará com toda sua fortuna. As regras são bem simples:

“Três chaves escondidas abrem três portões guardados,e três boas qualidades deveram ser inerentes ao errante avaliado,
quem demonstrar ter os exigidos predicados,
chegará ao fim, onde o prêmio será alcançado.”

É claro que o mundo inteiro fica alvoroçado atrás do tal Easter Egg e eis que surge a “Caça ao Ovo”. Porém após passarem-se cinco anos e ninguém encontrar nenhuma pista as pessoas começaram a achar que aquilo foi apenas uma piada. Eis que de repente em uma noite um nome surge em  primeiro lugar no ranking da Caça: Parzival. Que na verdade é Wade Watts, o narrador da história.

Wade é um garoto de 17 anos, pobre, vive em um parque de trailer, um dos poucos que depois de tanto tempo ainda acreditava na Caça e após o nome do seu avatar ter aparecido no ranking ele se vê em uma corrida perigosa,
onde inclusive sua vida (no mundo real) está sendo ameaçada pela empresa IOI, que quer a todo custo ganhar a caça e controlar todo o Oasis.
 
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Quem gostou de Stranger Things, com certeza irá amar Jogador Nº 1, já que como Halliday era aficionado pela cultura pop dos anos 80 todas as pistas para caça tem a ver com a década, na verdade não só as pistas, mas praticamente o livro todo é repleto de referências a músicas, filmes, games daquela época. Então toda aquela sensação nostálgica que se tem assistindo a série, também acontece ao ler o livro.
Ernest Cline tem uma narrativa extremamente fluida e dinâmica, onde até mesmo nas partes onde não temos ação, como as grandes passagens de tempo não tornam a leitura cansativa, é quase que como jogar um videogame só que lendo, principalmente nos momentos onde Wade está fazendo algum teste.
Wade é um protagonista muito bem desenvolvido, embora a princípio ele seja basicamente o estereótipo de Nerd dos anos 80 (gordo, antissocial e com baixa autoestima), você vê o crescimento dele conforme a história vai se passando e como um típico adolescente muitas vezes a gente vai querer dar um soco na cara dele.
 
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Mesmo passando 90% do tempo dentro do Oasis, o livro faz uma crítica muito bem trabalhada sobre a nossa sociedade atual e como estamos deixando de viver e participar da sociedade em si para ficarmos no mundo virtual, seja por meio do computador, pelos smartphones ou games.
Um ponto negativo que eu senti muito na história é que em vários momentos a história utiliza do Deus Ex-Machina, então vira e mexe parece que em alguns momentos onde os personagens estão em grandes apuros a solução aparece praticamente vinda do céu ou que o protagonista tem muita, MUITA sorte. Porém
isso não atrapalha em quase nada no saldo geral da trama.
 
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Jogador Nº 1 é um livro claramente feito por um geek, para geeks. Embora tenham alguns problemas, ele tem uma trama muito bem construída, com personagens bem desenvolvidos e com uma leitura extremamente viciante,
daquelas que é difícil parar de ler, ele definitivamente foi um dos melhores livros que li em 2016.
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0 thoughts on “Jogador Nº 1 – Ernest Cline”

  1. Oi!!

    Eu gosto bastante do gênero e estava bastante curiosa, confesso…Mas eu estava numa onda muito boa de leitura, então me mantive longe de tv e computador.
    Sua resenha positiva e a comparação com stranger things me estimularam a assistir.

    Bjs

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