POST%2BFACEBOOK - Que tal falarmos um pouco de contos clássicos?
Clássicos ou não tão clássicos
assim, o que importa de verdade é que um dos gêneros literários mais cativantes
está presente na obra completa de grandes nomes da literatura. Alguns autores
se dedicaram quase que exclusivamente a estas histórias menores (menores apenas
em número de páginas, não em sua importância), como por exemplo: Borges, Edgar
Alan Poe e Kafka. No Brasil temos também grandes nomes na história dos contos
como Rubem Fonseca, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.

O que me motivou, na realidade, a
escrever sobre contos clássicos foi o concurso da Amazon com O Globo, onde os
interessados em participar deveriam publicar um conto inédito, de sua autoria
na plataforma de publicação do Kindle, o KDP. Eu, por alguma razão do destino e
por uma esperança quase ingênua, resolvi escrever um conto assim que soube
deste concurso e o inscrevi nos últimos dias (foi por muito pouco, galera, por
muito pouco).

Passeando pelos contos publicados,
lendo sinopses, vendo capas e até mesmo lendo alguns dos contos inscritos no
concurso eu pude notar a imensidão de pessoas que inscreviam os seus contos,
não apenas no concurso, mas na plataforma mesmo para venda como ebook. Algo me
incomoda nas histórias atuais dos jovens aspirantes a escritores, o caminho
parece ser o mesmo sempre. A sede pela história mais comercial, pelo conteúdo
mais vendável é quase a intenção principal. A enxurrada de distopias, de contos
eróticos e sensuais é assustadora. Não que isso seja ruim, calma. Não estou
aqui para julgar o que cada um resolve escrever, mas é apenas assustador.

Contos como “Nenhum caminho para
o paraíso
” de Bukowski ou “Diante da lei” de Kafka possuem uma despretensão
tremenda, praticamente necessária para a construção dos mesmos. É a poesia em
sua forma mais completa. São contos que te passam uma moral, mesmo que ela não
esteja bem explícita. São contos que utilizando metáforas constroem histórias
ricas e fazendo uso da poesia intrínseca na obra, te mostram como é a leveza de
uma escrita clássica.

Vendo os contos publicados senti
falta deste material. É óbvio que o estilo de escrita mudou, assim como as
histórias que temos para contar, mas me preocupa a ausência cada vez mais
nítida deste estilo nas obras dos jovens escritores. Bem, é claro que também
isso não significa que não temos nenhum jovem escritor se inspirando em Machado
de Assis, por exemplo, para escrever as suas histórias. Acredito que o amor
pela literatura é o mais importante e assim como as boas histórias, se faz
eterno no conceito de tempo que conhecemos.

Vou listar aqui cinco contos que
li ou reli nestes últimos dias e os tenho agora como os meus preferidos, eles
estão entre os considerados “100 melhores contos da Literatura Universal”. Caso
você não tenha lido algum deles, não perca tempo! 
  1. Diante da lei – Franz Kafka 
  2. Nenhum caminho para o paraíso – Charles
    Bukowski 
  3. Missa do galo – Machado de Assis 
  4. Óleo de Cão – Ambrose Bierce 
  5. O afogado mais bonito do mundo – Gabriel Garcia
    Márquez 

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0 thoughts on “Que tal falarmos um pouco de contos clássicos?”

  1. Eu adorei o seu post. Tb adoro ler contos, principalmente os machadianos. Adoro o conto "A cartomante". O final desse conto é genial. É uma pena que hj em dia os escritores brasileiros estejam tão distantes dos autores clássicos… Nossa inspiração deveria vir desses autores tão magníficos.
    Abraço.
    Paula
    sendofeliz.com.br

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