How to Get Away With Murder – Análise 1ª Temporada

Como disse no ultimo post de
séries, esse ano foi um ano bem complicado pra minha vida de “seriador”, pois
estrearam muitas séries sensacionais nas quais me viciei, porém metade delas
foi cruelmente cancelada (saudades Red Band Societ e A to Z). Dentre as
novidades que sobreviveram, teve uma que me viciou de um jeito que eu não
ficava desde a sexta temporada de The Mentalist quando eles estavam pra revelar
quem era o grande Serial Killer (que aliás foi um episódio broxante), How to
Get Away With Murder ou como eu gosto de chamar How to Get Away With a
Forninhos veio prometendo causar alguns infartos nos expectadores e ela
conseguiu.

Antes de falar sobre a série em
si, tenho que dizer rapidamente sobre um dos cérebros por trás dessa maravilha,
Shonda Rhimes. A mulher é considerada atualmente uma das maiores showrunners da
TV Americana e não é pra pouco, duas das séries mais queridas e assistidas mundialmente saíram da cabeça dela. Mesmo sabendo disso, nunca me interessei
muito por Greys Anatomy, mesmo por que são 11 temporadas. E Scandal sempre tive
muita curiosidade, por ter essa parte de assessoria de imagem que é algo
relacionado a área que estudo, mas faltou vergonha na cara pra começar. Até que
ano passado eis que ela me surge com HTGAWM, que não é criação dela, mas que
ela assina como Produtora Executiva, então dá quase no mesmo. Resolvi dar uma
chance a Shonda e já no episódio piloto descobri o porquê dos fãs a chamarem de
Shondanás, o pacto ali meus caros, é dos grandes.
A História é dividida em duas linhas
de tempo separadas por três meses onde acontecem dois crimes no qual os
personagens podem estar envolvidos. Três meses antes participamos da primeira
aula da Annalise Keating, advogada e professora de Introdução a Direito Penal
ou como ela gosta de chamar “Como sair impune de um homicídio”. Já de cara ela
apresenta aos seus alunos um caso real e os desafia a encontrar a melhor defesa
para sua cliente, quando o “exercício” acabar os melhores da turma serão estagiários em seu prestigiado escritório.  Três meses à frente testemunhamos quatro, dos
cinco membros do Team Annalise transtornados tentando se livrar de um corpo (quem
nunca?).
Na sua primeira metade da
temporada, somos jogados como se fossemos cegos em tiroteio, os episódios vão
passando e essas linhas de tempo vão se aproximando, perguntas são respondidas
e muitas reviravoltas acontecem, fazendo com que nós expectadores criássemos teorias
malucas para tentar entender todos os porquês e ficássemos na fissura para
assistir o próximo episódio o mais rápido possível. No último episódio antes do
hiatus de fim de ano, uma das principais perguntas é respondidas e uma bomba
é jogada em nossos colos com o uso de somente duas palavras “don’t be”.
Quando as linhas de tempo
finalmente se encontram, eu na minha mania de achismo pensei que a série
perderia um pouco da sua magia, ledo engano. Na segunda metade da temporada os
personagens vivem uma espécie de campo minado, onde cada passo em falso pode
ocasionar na destruição de tudo que eles construíram, eu que tenho crise de
ansiedade, quase morri em todos os seis episódios finais.
Além desses mistérios centrais,
ainda temos aqueles plots de caso do dia, a cada episódio Annalise tem algum
cliente que está sendo acusado de algum crime e cabe a ela e seu time tentar
provar que ele é inocente. O bacana é que esses casos são quase tão
interessantes quanto o plot central e os “problemas” desses clientes, sempre de
alguma forma estão ligados a algo que está acontecendo com um dos personagens,
fazendo com que não atrapalhe o desenvolvimento da trama central.
Annalise Keating, talvez seja um
dos personagens mais bem construídos que já conheci nesse meus poucos anos como
“seriador”. Profissionalmente a mulher é imbatível, ela não mede esforços para
conseguir o que quer, passa por cima de tudo e todos e não tem medo de falar
verdade na cara das pessoas, sejam elas seus alunos, empregados, promotores ou
até mesmo juízes. Porém, no quarto episódio, quando pensávamos que nada atingia
essa mulher, em uma das cenas mais bonitas que já presenciei, ao som de No
One’s Here To Sleep ela tira toda sua armadura de mulher forte, composta por
sua maquiagem pesada, peruca e joias e nos apresenta Anna Mae (seu verdadeiro
nome) a mulher emocionalmente frágil, sensível e humana. Viola Davis consegue
passar esses dois lados da personagem, de mulher destruidora a mulher destruída
com uma atuação excelente que beira a perfeição.
Os restante dos personagens também
são super bem construídos, embora alguns sejam bastante chatos (alo Wezzzz) é
bem perceptível que isso faz parte da personalidade deles e o não gostar talvez
aconteça simplesmente por que o santo não bate.
Mesmo tendo um roteiro genial ele tem como base principal um assassinato e um dos meus medos era que após a resolução dele a série acabasse se perdendo, pois já na sinopse é possível enxergar uma “data de validade” pra ela. Eis que na season finale, praticamente na ultima cena, acontece um cliffhanger que fez minha cabeça explodir.
How to Get Away With Murder tem
um roteiro praticamente impecável e a direção de arte só ajuda em criar esse
clima de tensão e suspense que gira em torno da série e com certeza foi uma das melhores estreias dessa ultima fall season. Se você gosta de um bom mistério e ainda não começou a assistir essa belezura de série acho bom correr.

Facebook Comments

0 thoughts on “How to Get Away With Murder – Análise 1ª Temporada”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *